Resgate de adolescentes em Curitiba

Abrir a cabeça e enxergar além do pré-conceito fizeram com que Fernando Góes encontrasse um jeito de criar um lugar capaz de acolher crianças e adolescentes e ainda dar a eles uma família.

“A vida toda fui contra o abrigo de crianças e adolescentes porque sempre achei que lugar de criança é com a família. Mas, no início dos anos 1990, comecei a participar do enterro de muitas crianças e adolescentes em Curitiba. Era frade carmelita e pensei: ‘Meu Deus, as pessoas nasceram para a vida, por que morrer tão cedo?’. Foi então que eu entendi que o futuro do nosso país precisava ser resgatado e acolhido de alguma forma”, conta Fernando.

Ele entendeu que elas precisavam ter sua dignidade restaurada, ter pessoas que as guiassem e entregassem amor para cada uma delas. E foi aí, que nasceu a primeira semente da Chácara Meninos de 4 Pinheiros.

A chácara

A chácara se enquadra na modalidade de acolhimento. As crianças vão para lá, normalmente encaminhadas pela justiça, para que saiam das ruas ou de alguma situação de conflito familiar ou judicial.

“O atendimento é feito em sistema de abrigo em uma chácara na região metropolitana de Curitiba, em duas casas-lares, com capacidade total para 40 crianças e adolescentes do sexo masculino, com idade entre 6 a 18 anos. A instituição media a reconstrução dos vínculos familiares e a reintegração à comunidade. Quando chegam à chácara, primeiro são acolhidos e inseridos na escola. Muitos têm o sonho de estudar, e trabalhamos para que realizem esse desejo”, contou Fernando.

A preocupação em dar o melhor para os acolhidos é completa. Lá eles aprendem sobre cidadania, têm acesso à uma série de oficinas pedagógicas, de protagonismo juvenil, trabalho com as famílias, agricultura com horta, capoeira, futebol.

E toda essa grade de atividades compõe uma parte muito importante da terapia e desenvolvimento deles.

Doar mais de si

“Vivemos praticamente de doações. É possível. E que cada um comece a dar mais de si e partilhar aquilo que tem. Seu amor, seu carinho, seus bens materiais e a gente vai

conseguir. Enquanto existir uma criança na rua eu não posso dormir feliz. Se eu não tenho pão pra todo mundo, eu não posso comer um pão sozinho. Tenho que pegar esse pão e partilhar. Então eu sou feliz conforme a sociedade vai se modificando”.

“Eu sou movido pela esperança. A nossa esperança tem que motivar as pessoas para que elas saiam do comodismo e também façam sua parte para melhorar o mundo”, concluiu Fernando.

Para saber mais, acesse o http://4pinheiros.org.br/

Fonte: so noticia boa

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